Risoto de queijo

Risoto de verdade

Muito tempo antes de fazer meu curso de gastronomia, confesso que eu me somava às multidões que chamam de risoto qualquer ensopado feito à base de arroz.  Eu realmente não conhecia a diferença.  Uma “galinhada” passaria por risoto pra mim, na boa.
Só depois que conheci o passo-a-passo e as diferenças (tão grandes!) que tornam o risoto um risoto de verdade, é que aprendi a valorizá-lo.
O tipo de arroz, a qualidade do caldo, o aroma do vinho, o ponto de cocção, a cremosidade, o brilho, a textura como um todo…ahhh, como é gostoso!
É importante que você pratique, se familiarize com a técnica.  Mexer o arroz em movimentos de oito (tem seu porquê, sim, não é crendice!), colocar o caldo aos poucos e bem quente, a manteiga no instante antes de servir… Confie e siga as orientações.  Teu risoto vai ser um sucesso.

Herança cultural

Sinto muita alegria (muita, mesmo!) quando vejo que jovens aprendem comigo as delícias da boa gastronomia.  Conhecem receitas, culinárias diversas, aprendem técnicas, dominam e desfrutam.
Esse é um dos grandes prazeres de ser uma blogueira de gastronomia e culinária.  Quando um jovem comenta que aprendeu comigo a fazer determinado prato, ou me pergunta coisas para poder preparar algo, adoro!

Expert em risotos

Em minha família aconteceu algo bem interessante no caso dos risotos.  Minha norinha simplesmente se apaixonou por eles, quando os conheceu na nossa casa, na época em que ainda namorava meu filho.  O risoto de pera, gorgonzola e nozes passou a ser seu preferido e foi, inclusive, um dos pratos escolhidos para o buffet do casamento deles.
Agora é o prato que ela mais faz quando recebe amigos…ou no dia-a-dia!  Sabendo a técnica é uma moleza!
Um dia que eu os estava visitando resolvi fazer esta versão, bem básica, risoto de queijo,mas maravilhosa.  Aposte nela!  Tenho certeza que você também vai amar.

Classificação da Receita

  • (0 /5)
  • (0 Classificação)

Instruções

Comece pelo caldo.  Se fizer o caseirinho, além de receber minhas palmas, inicie o trabalho um pouco antes.  Se optar por lançar mão da praticidade da indústria alimentar, pode confessar que esse segredo morrerá comigo kkkk De qualquer modo, o caldo tem que estar fervendo para adicioná-lo ao arroz.
Pique a cebola (procure fazê-lo beeem fino, e corte ou rale os queijos.  Tudo pronto?
Então, vamos ao passo-a-passo corriqueiro.
Aqueça o óleo e uma colher de manteiga e salteie a cebola, sem deixar dourar.  Apenas deve começar a ficar transparente (isso, em gastronomês, se chama “suar a cebola”).
Adicione o arroz e mexa para que se impregne pelo sabor.
Hora do vinho! Vuffff!  Agora mexa até que evapore e está dada a largada para o ingresso do caldo, sempre aos poucos (de concha em concha), mexendo no arroz com movimentos em oito.  Continue o processo até que esteja cozido, porém al dente (os grãozinhos oferecendo certa resistência aos seus dentes).  Coloque sal e pimenta (não muito sal, pois virão os queijos).  Some os queijos (o parmesão só metade.  Deixe a outra metade para polvilhar por cima, na travessa), mexa ligeiramente, agora a outra colher de manteiga (pra dar brilho) e prontooo!
Sirva, polvilhe o resto do parmesão, decore com o manjericão e sorria pras fotos.
Que delícia!
Junto com uma carne assada ou bife acebolado, fica perfeito!

Sobre o Chef

Diana Marília

Texto sobre quem escreve