Pão sem glúten fofo e amarelinho

A maior dificuldade dos celíacos?

Eu não sou celíaca, mas convivo com duas pessoas que tem essa doença.  Minha mãe, que teve o diagnóstico de forma bem tardia, com cerca de setenta e cinco anos de idade, e minha filha, recentemente, aos 28 aninhos.
No caso de minha mãe, que era uma devoradora compulsiva de pão (existe esse distúrbio? Kkkk), a maior dificuldade enfrentada foi a privação desse alimento.  Ela comia entre cinco e seis pãezinhos por dia!  E era um dos maiores prazeres, especialmente à noite, fazer um sanduichinho…
Já minha filha, que vinha evitando os carboidratos fazia um bom tempo, ter a proibição de comer pão, por causa da farinha de trigo, não lhe trouxe nenhum tipo de tristeza.  Não dá pra falar o mesmo em relação às pizzas e aos bolos de aniversário…

Pães sem glúten

Já testei muitas receitas de pães sem glúten nestes anos de convivência com a intolerância de minha mãe.  Uns melhores, outros nem tanto.  Cada um com seu lado positivo e o seu negativo.
De um modo geral, a textura é o que frustra.  Mesmo que a princípio, recém saído do forno, seja fofo, no dia seguinte isso é uma mera recordação.

Pão sem glúten fofo e amarelinho

Foi amor à primeira vista.  Quando, navegando pelo blog menusemglúten, da autoria de minha prima Carol, vi a foto deste pão sem glúten fofo, que ela chamava de “pão de forma fofão sem glúten e sem lactose”, fiquei encantada e seduzida!  Hahaha
Já me organizei pra fazê-lo.  Ela orientava para escolher se quisesse ou não deixar levedar (crescer a massa) antes de levar ao forno.  Esfomeados que somos, fomos pra opção mais veloz, só que o pão não cresceu muito…
Ficou delicioso e, assim, nos encorajou a fazê-lo novamente.  Aqui mostro ambos os resultados.
Ah! No blog de origem foi feito sem lactose e com algumas diferenças (com farinha de arroz integral, açúcar demerara…).  Nossa versão foi bem mais básica, mas ficou excelente, muito fofo, mesmo.

O pão dela

Eu só sei que, daquela vez em diante, é O PÃO que minha mãe prepara toda semana para ela.  Um ritual que a faz feliz, porque gosta da variedade de farinhas e gosta, principalmente, do resultado.  Sempre o deixa crescer, claro, e agora o fatia e congela uma boa parte, para preservar sua textura original.  Vai tirando aos poucos do freezer, à medida que o consome e, assim, sempre tem pão “fresquinho”.

Classificação da Receita

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Instruções

Unte uma forma de pão profunda.
Em um bowl coloque todos os ingredientes secos.
Em outro bowl bata com fouet os ovos, leite e óleo.  Não precisa ser no liquidificador, mas pode, se preferir.
Junte esta à mistura anterior e bata até ficar um creme homogêneo.
Despeje na forma e deixe crescer por, pelo menos, uma hora.
Na primeira vez que o fiz, segui a sugestão de minha prima, de que poderia levar ao forno sem deixar levedar.  Mas o pão acabou não crescendo muito no forno, como você vê na foto a seguir.  Talvez porque eu não usei exatamente os ingredientes que ela sugeria.
Por isso, desta vez, quando minha mãe decidiu fazê-lo de novo (afinal de contas o sabor ficou delicioso!), esperamos que crescesse.  Não cresceu muito nessa etapa, mesmo esperando uma hora, mas, em compensação, ao ir ao forno, ficou bem bonitão!!
Gente!  Quanta alegria!  Todo mundo em casa comeu e achou delicioso.
O mais bacana é a textura aerada e leve, tão diferente da maioria dos pães sem glúten, que fica “massudo”.
Valeu, Carol, esta receita foi dez!

Sobre o Chef

Diana Marília

Texto sobre quem escreve

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