Pão de queijo de liquidificador

Polvilho azedo ou doce?

Durante muito tempo eu observava esses produtos, assim como as receitas que os sugeriam, sem compreender as diferenças.  Para fazer pão de queijo precisa de polvilho, sim, claro, isso todo mundo sabe.  Mas qual deles?  Polvilho azedo ou polvilho doce?
Seguia à risca o que era pedido na receita, mas não parava para refletir sobre a escolha, sobre o quê esperar usando um ou outro.  Mas passado um tempo, isso começou a me interessar.

Entenda as diferenças

Vamos desvendar esse “mistério”, de uma vez por todas?
Polvilho, ou fécula de mandioca, é um derivado da mandioca, obtido através da decantação.  A mandioca é ralada e essa massa é submetida à lavagem.  Depois, pela decantação dessa água da lavagem, são separadas as fibras e impurezas.  Uma vez seco, tem-se o polvilho doce.
Já o polvilho azedo, antes de ser decantado, é submetido à fermentação em tanques até atingir determinado grau de acidez.  No mais, o processo é semelhante.  Essa água é decantada e, uma vez seca, obtém-se o polvilho azedo.
Ufff!  Ficou claro, ou mais confuso, ainda? rsrsr

E quanto ao uso?

Até aqui tudo bem, compreendemos como é o processo para a obtenção de ambos tipos de polvilho, mas como saber qual é o melhor para cada receita?
No pão de queijo, por exemplo, o resultado é bem diferente.
Com o polvilho azedo, o resultado é um pão de queijo maior, às vezes de formato irregular, porém oco, ou quase oco.  Ele tem uma capacidade maior de expansão e por isso faz os pães crescerem e ficarem com uma textura mais leve e aerada.  Quando esfriam, ficam sequinhos.
Já com o polvilho doce, o resultado é um pão mais redondinho, uniforme, denso (“massudo”?), com seu corpitcho mais achicletado ou borrachudo (meu Deus, agora apelei! Achicletado!!!) e a casca crocante.  Enfim!  Fica mais macio.
Quer saber uma dica bem legal?  Dá pra fazer misturando ambos!  Isso tem um resultado bem interessante, pois cada um contribui com um aspecto (crescer, ficar macio, crocante…).  Alguns padeiros lançam mão dessa mistura e o resultado é muito bom, mesmo, ficando com as características intermediárias.

Dia do pão de queijo

Hoje, meus queridos, é o dia nacional do pão de queijo
Simmm! Tão delicioso, maravilhoso, importante é este pãozinho, que ele tem seu dia!
E tem uma história tão interessante!  Foi inventado em Minas.  Quanto a isso não se tem dúvidas, pelo que andei lendo, mas não se sabe exatamente em qual região.
Sabe-se, sim, que ele nasceu de uma necessidade à época da colonização do Brasil.  Não havia trigo aqui e trazer de Portugal era caro e demorado.  Os índios que aqui residiam se alimentavam da mandioca e os escravos começaram a consumi-la também.  Inicialmente cozida e, depois, aos poucos, descobrindo novos usos e preparos.  Foram as escravas, nas cozinhas das fazendas, que iniciaram o processo de obtenção do polvilho, amassando a mandioca e deixando-a secar.  Perceberam que, se fermentado, ficava azedo e, sem fermentar, seu sabor era doce.   Pronto!  Nasceram ambos polvilhos!!
Para  dar um sabor melhor ao pão que era fabricado com eles, adicionou-se queijo e, assim, teve origem o pão de queijo!  Bacana, né?
E, para comemorar como manda o figurino esta data, vamos fazer um pão de queijo fácil e delicioso?

Pão de queijo de liquidificador

Todas as receitas “de liquidificador”, mexem com nossos sentidos, não é mesmo?   Especialmente com o sentido da preguiça! Kkkk  Geralmente bater os ingredientes no liquidificador é para eliminar alguma outra etapa do processo de preparo, geralmente a de amassar.
Como eu estava com vontade de comer aqueles pães de queijo gigantes e crocantes, usei o polvilho azedo.  Tirei a receita do site tudogostoso e ficaram uma delícia.  “Ar com casquinha” como os definiu minha mãe.  E eu achei ótima essa definição!

Classificação da Receita

  • (0 /5)
  • (0 Classificação)

Instruções

Coloque todos os ingredientes na jarra do liquidificador, começando pelos líquidos, e bata até ficar uma mistura homogênea.
Passe para as forminhas enchendo até metade, e leve ao forno pré-aquecido por 15 a 20 minutos.
Retire e sirva, de preferência, estando ainda quentinhos.
O meu penteado tipo desconstruído,  foi proposital, viu?  Para combinar com o formato irregular dos pães...rsrsrsr
Bom apetite e até amanhã!

Sobre o Chef

Diana Marília

Texto sobre quem escreve

Você também vai gostar de: