Nhoque de batata sem glúten

A tradição do nhoque

Já fazia algum tempo que uma prima minha, uruguaia, intolerante ao glúten, havia me pedido uma receita de nhoques gluten free.  Nesse segmento uruguaio da família a tradição do nhoque da fortuna é seguida desde e para sempre.  Sabe de qual tradição falo?  Aquela em que todo dia 29 come-se nhoque, deixando dinheiro debaixo do prato, “pra chamar mais dinheiro” e blá, blá, blá….Outro dia preciso lembrar de contar em detalhes do que se trata por aqui. Mas como dia 29 já está aí, compartilho a receita para você poder fazer ainda esta semana.
Voltando à história de minha prima, me senti muito desconfortável respondendo que eu não tinha nenhuma receita testada.  Já havia comido um par de vezes nhoques sem glúten, nhoques feitos por outros, mas, francamente, nenhum deles havia me agradado.  O problema principal era a textura molenga e de consequente aparência questionável…  E nunca, até aquele momento, havia pensado em pôr literalmente as mãos na massa para achar uma boa receita.

Missão dada, missão cumprida

Por isso, quando estava chegando o domingo e senti vontade de comer massa, logo me lembrei dessa “pendência” em meu curriculum gourmet, dessa dívida, por assim dizer (os blogueiros de plantão vão me entender.  A gente assume uma responsabilidade com nossos leitores!).  Fui à caça de ideias, porque ainda não me sinto totalmente segura pra criar receitas com as farinhas sem glúten.  Em minha pesquisa vi diversas propostas, e acabei ficando seduzida pela que achei no blog sosintolerante.

Nele, inclusive, davam a opção sem lactose e sem ovo, usando “ovo de linhaça”.
Como molho, para este nhoque de batata sem glúten, eu escolhi o à bolonhesa, mas você pode fazer só de tomate, ou pesto, ou bechamel, ou o que quiser, ok?
O que importa é que o nhoque fica divino, firminho e saboroso.  Um verdadeiro sucesso!!  Se não soubesse que era isento de glúten juraria que estava feito com farinha de trigo.  Experimente, tenho certeza que tua turminha também vai amar.

 

Classificação da Receita

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Instruções

Descasque as batatas, pique-as e cozinhe em água até ficarem macias.  Segundo as blogueiras de onde tirei a receita, Letícia e Regina, que são mãe e filha, a avó (de qual delas seria?) lhe ensinou que cozinhá-las sem sal dá uma liga melhor ao nhoque.  Eu não cheguei a perceber a diferença, mas cozinhei sem sal, desta vez, para testar.  É que, sendo meu primeiro nhoque sem glúten, não tenho como comparar o resultado de fazê-lo com e sem sal.  Mas a princípio faz sentido esse cuidado, já que o sal faria com que a batata absorvesse mais água, e isso deixaria a massa do nhoque mais “molenga”, aquilo que é preciso evitar.  Pontos para a vovózinha.
Quando estiverem macias, amasse, juntamente com a manteiga (ou azeite, se preferir).  Espere esfriar, adicione o ovo e misture.
Em seguida acrescente a fécula e a farinha, sal, e mexa com as mãos até que fique uniforme.
Coloque uma panela grande com água e sal para ferver.
Enquanto isso, pegue pequenas porções de massa e faça rolinhos, mexendo delicadamente pra frente e pra trás.  As massas sem glúten são mais quebradiças.  Mesmo assim, eu coloquei a massa em minha nhoqueira (um utensílio fantástico e super baratinho) e foi muito bom.  Apertando, saíram os rolinhos, somente com a superfície um pouco “arrepiada”, e bastou apertá-los um pouco para alisar.  Eu achei melhor não colocar farinha na mesa, diferentemente do que foi sugerido naquele blog.
Aí é só cortar os nhoques com faca e levar para cozinhar aos poucos (de 15 em 15, mais ou menos).  Eles sobem muito rápido à superfície e já tem que tirar, com escumadeira.
À medida que vai deixando na travessa onde os irá servir, intercale com pedacinhos de manteiga ou com o molho que você tiver escolhido e preparado.  Eu fiz com bolonhesa, preferência nacional aqui em casa.
No final polvilhe com queijo parmesão e decore com folhinhas de manjericão fresco.  Que maravilha!
Gaby, prima querida, agora já tenho uma receita para te oferecer!

Sobre o Chef

Diana Marília

Texto sobre quem escreve

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