Molho à bolonhesa

O mais clássico dos clássicos

Quem nunca ouviu falar do molho à bolonhesa?  Creio que é o mais clássico dos molhos para acompanhar massas!  Especialmente as massas longas, mas, aqui em casa, ele acompanha qualquer uma, de tão amado.  Foi um dos primeiros pratos que meus filhos aprenderam a preparar quando iniciaram seus voos solo na cozinha e, até hoje, é sinônimo de domingo em família, junto com spaghetti, fusilli ou na sonhada lasanha.

Um pouco de História

Mas de onde veio a ideia deste molho que hoje é tão comum, não só na Itália, mas no mundo inteiro?
Basta um clique no professor Google para descobrir que houve um figuraço, na época do Império Romano (quando a cidade, no centro norte da Itália recebeu esse nome), o Giglielmo Marconi, que teve duas criações que passaram para a História: ele inventou o rádio e o molho à bolonhesa!!

Molho à bolonhesa

Já apareceu este molho no blog, acompanhando os nhoques de batata sem glúten.  E vai continuar aparecendo em muitas outras receitas, com certeza.  Por isso, como costuma ser citado junto a outros pratos, resolvi fazer um molho à bolonhesa bem básico e postá-lo sozinho, como tema de um post exclusivo, para facilitar a referência.
O fato é que trata-se de um dos molhos mais clássicos que existem e você tem que saber fazer.

O legítimo molho à bolonhesa

É claro que este é MEU jeito de fazer o molho à bolonhesa, mas há muitas versões.  Eu até aposto que você vai também encontrar a tua, com algum ou outro detalhe só teu (minha filha, por exemplo, que sem muita paciência para picar temperos à brunoise (miudinho) o faz como um verdadeiro samurai batendo sua espada sobre a tábua em amplos e enérgicos movimentos, gosta do molho todo pedaçudo, tomate com pele, mesmo, cebola em quadrados… e fica uma delícia, também!
Na cidade de Bolonha, porém, está o registro do autêntico e original molho à bolonhesa, na Câmara do Comércio, o legítimo, e você pode conferir a receita.  Ele tem uma maior proporção de carne, inclui bacon, vinho branco, salsão e (pasmem!) até leite!  Fiquei tão curiosa que pretendo fazê-lo em breve.  Não é possível que eu nunca tenha experimentado o legítimo molho à Bolonhesa…
De qualquer modo, hoje quero te mostrar a minha versão.
Você pode aproveitar e prepará-lo hoje, junto com nhoque, seguindo a tradição do nhoque da fortuna.

 

(no nome do Giglielmo)

 

Classificação da Receita

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Instruções

Pique a cebola e o alho.
Descasque e pique os tomates.  Se tirar as sementes fica com menor teor de acidez, dispensando até o uso do açúcar, que tem essa finalidade  Aqui em casa às vezes tiro as sementes e outras não.  Sabe aqueles dias em que a preguicinha fala mais alto do que o perfeccionismo?.
Coloque o óleo em uma panela e aqueça.  Junte a cebola e deixe dourar, depois o alho e aguarde uns instantes (não deixe muito tempo para que não fique amargo).
Coloque a carne e deixe refogar, mexendo de vez em quando para que não forme “pelotas”.  Se soltar um pouco de líquido, aumente a potência do fogo e espere até fazer barulho de fritinho.  Isso é importante para que realce o sabor.
Some o tomate, o ketchup, o açúcar (se preferir para que fique menos ácido), a água, tempere com sal e pimenta, o orégano, e deixe ferver por, pelo menos, uns quinze a vinte minutos.
O molho deve ficar mais denso (evaporar o líquido) e o sabor ficará mais intenso.  Prove, corrija o sal, se necessário e sirva com sua massa preferida ou utilize em preparações, como a lasanha de berinjela.
Buon apetito!

Sobre o Chef

Diana Marília

Texto sobre quem escreve