Abóbora assada sem casca

Era uma vez…

Era uma vez uma cozinheira que só sabia preparar a abóbora cozida no micro-ondas, no vapor  ou aferventando-a.  Até que, numa bela manhã, uma sobrinha querida lhe disse: “tia, por que você não assa a abóbora?  É tão mais gostosa!”.
E foi então quando esta cozinheira, desconfiada, porém curiosa, fez a experiência.  Ela ficou saltitante de alegria e felicidade. “-Que delícia!! Que gostoso!!” Repetia sem parar…
Depois daquele dia, as abóboras daquele país foram desaparecendo, uma a uma, rapidamente, de forma misteriosa, enquanto a cozinheira feliz já não saltitava… seu peso não lhe permitia, mas ela ainda sorria e repetia “-Que delícia!! Que gostoso!!”

Bem mais gostosa!

Deve ser pelas cores do céu neste belo entardecer enquanto me disponho a escrever este post que me inspiraram.  Seja lá como for, exagerando na fantasia ou com os pezinhos bem apoiados no chão, a verdade é que depois que aprendi a grande diferença no sabor da abóbora assada no forno, superando grandemente à versão cozida no vapor ou no micro-ondas, ninguém me faz voltar atrás.
Encontrei esta receita de abóbora assada sem casca no blog que eu sigo há anos, da Tati, o Panelaterapia.
Eu já havia feito a abóbora assada com casca, e colocando mel, mas esta versão creio que ainda é melhor do que aquela.  Só tem o trabalhinho adicional de descascar a abóbora, o que não é muito fácil.  Mas vale o esforço, sim.

Tem que ser a japa!

Existem vários tipos de abóbora, mas, acredite em mim, a japonesa, também conhecida como cabotiá, ou cabotiã é a mais gostosa, docinha, cremosa, a mais perfeita e maravilhosa que existe (já conheceu algum fã de qualquer coisa ou pessoa que não exagere?).  Além de todos esses fatores ligados ao sabor, tem diversos atributos nutricionais.

A queridinha dos nutricionistas

Veja só!  Muita gente pensa que ela é rica em carboidratos e, por tanto, muito calórica.  Mas a verdade é que, em 100 g desse vegetal há menos de 50 calorias.  Na mesma quantidade de arroz, por exemplo, há cerca de 130 calorias!
É riquíssima em vitamina A, que combate os radicais livres e é benéfica para a visão. Tem quantidades consideráveis de vitamina C, potássio, magnésio, muitas fibras, o que faz com que seu consumo dê bastante saciedade (ela “sustenta”)
Não é à toa que é considerada a queridinha dos nutricionistas

Tetsu…o quê?

Ah!  E quer saber uma curiosidade?  Além dos nomes conhecidos ela é chamada de tetsukabuto, que significa capacete de ferro.  Você vai lembrar disso quando cortar a sua casca pela primeira vez.  Êta coisinha mais dura!  Inclusive, prometa para mim que vai tomar muito cuidado na hora de cortar.  Sabia que a abóbora é recordista em provocar acidentes na cozinha?
Mas agora chega de conversa e vamos à cozinha!

Classificação da Receita

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Instruções

Lave, elimine as sementes (ou aproveite-as para fazer um delicioso petisco. Em breve vou postar a receita).
Com muitíssimíssimo cuidado corte a abóbora em “cubos” e descasque-a.  Você pode fazer isto com faca afiada (por isso o superlativo para o cuidado) ou com descascador de legumes, se preparando para juntar pela casa toda os pedaços de casca que podem eventualmente voar, no entusiasmo da puxada.  Enfim!  Invista ânimo e dedicação que esta abóbora é digna de manjar dos deuses! (não sei se no Olimpo havia abóbora...mas vá lá!).
Coloque metade do azeite na assadeira.  Se não for antiaderente tome a precaução de forrá-la com papel alumínio, para que não grude.  Distribua a abóbora, os dentes de alho fatiados (ou “em lascas”) e as ervas finas. Mexa tudo para misturar bem e regue com o restante do azeite.
Leve ao forno pré-aquecido, moderado (160-170°C), por aproximadamente uma hora, virando os pedaços a cada 20 minutos para que fiquem tostadinhos de todos os lados.
Tome cuidado para que o alho não escureça demais, que não queime, senão fica amargo e pode estragar o sabor do seu prato, sendo expulsa do Olimpo.
Sirva quente e delicie-se.
Planeje quando vai fazer a outra metade da abóbora que ficou na geladeira e me convide para almoçar.
Beijosss.

Sobre o Chef

Diana Marília

Texto sobre quem escreve

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